Grupo multirracial conversando

Viva a diversidade!

Há algum tempo, circulou uma notícia sobre a gamer Camilla Garcia, vencedora do reality Looking for a Caster, do SporTV, que buscava uma nova voz para narrar o jogo Rainbow Six Siege.

Ela passou por todas as etapas e, ao chegar à final, venceu o desempate contra um homem. O público a escolheu como a primeira mulher a narrar o game no Brasil e a cobrir a final do campeonato brasileiro na GameXP.

A repercussão, no entanto, revelou um lado preocupante: uma série de comentários negativos questionando sua vitória pelo simples fato de ser mulher. Isso levou à criação da campanha #PorqueÉMulher.

Trago esse exemplo porque ele expõe algo que ainda está presente em muitos contextos profissionais: a dificuldade de aceitar a diversidade quando ela se traduz em conquista e reconhecimento.

Na minha trajetória, sempre trabalhei em ambientes bastante diversos, especialmente no mercado de e-learning e produção de conteúdos educacionais entre Rio e São Paulo.

E o que sempre me chamou atenção não foi a diversidade em si, mas o fato de que, na prática, o que mais pesava era a entrega.

Ao longo da minha experiência, vi equipes com perfis muito distintos trabalhando juntas, com diferentes origens, estilos e trajetórias.

E, independentemente disso, os critérios mais relevantes sempre estiveram ligados ao trabalho:

  • qualidade da entrega
  • capacidade de execução
  • criatividade na solução
  • consistência e comprometimento

Em processos de contratação ou avaliação, o que se destacava era o portfólio, a solução proposta e a capacidade de resolver problemas reais.

Não porque outros fatores não existam, mas porque, em ambientes de produção, o resultado tende a ser um filtro bastante objetivo.

Isso não significa que o mercado seja perfeito ou isento de vieses.

Nenhum setor é.

Mas no caso específico do e-learning, especialmente em equipes multidisciplinares, a convivência com diferentes perfis sempre foi parte natural da construção dos projetos.

Talvez por isso esse tema sempre me chame atenção: porque, apesar dos avanços, ainda precisamos reforçar algo básico — o que deveria ser óbvio.

Respeito não é diferencial. É premissa.

E, no fim das contas, diversidade não é sobre aparência, origem ou qualquer outro marcador.

É sobre criar ambientes onde pessoas diferentes possam contribuir, ser avaliadas pelo que entregam e crescer com base no mérito do trabalho.

E viva a diversidade!

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Alexandre Collart

Alexandre Collart atua há mais de 30 anos no mercado de educação corporativa, e-learning e comunicação digital, sendo reconhecido por sua experiência na criação, gestão e implementação de projetos de aprendizagem para empresas de diferentes segmentos e portes, com foco em desenvolvimento de pessoas, disseminação do conhecimento e soluções educacionais alinhadas às necessidades do negócio.

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