Pessoas comemorando em ambiente corporativo

E-learning: premiar engaja ou compromete?

Volta e meia, clientes questionam se vale a pena premiar colaboradores em programas de capacitação on-line.

Nessas horas, compartilho duas experiências reais.

A primeira, em uma grande instituição pública, apostou em bônus em dinheiro por aprovação nos cursos. No início, a adesão foi quase total. Mas, em pouco tempo, surgiram fraudes: colaboradores repassavam login e senha para terceiros realizarem as provas em troca de parte do prêmio. O desgaste foi enorme, e o projeto quase foi cancelado.

A segunda experiência seguiu um caminho diferente. Um cliente passou a premiar os aprovados com PINs relacionados aos temas dos cursos, voltados à área de vendas. A iniciativa gerou uma competição saudável: quem estudava mais, acumulava mais PINs visíveis no uniforme.

Com o tempo, veio o resultado: vendedores com mais PINs apresentavam desempenho superior em vendas. A premiação era simbólica, mas o impacto era real.

No fim das contas, o problema não está em premiar, mas no que a premiação incentiva.

Número de aprovados é só relatório. O que realmente importa é o depois: O treinamento aumentou resultados? Melhorou a produtividade? Resolveu algum problema real na empresa? Gerou impacto no negócio?

São esses resultados que realmente importam, e é com base neles que qualquer estratégia de premiação deve ser pensada.

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Alexandre Collart

Alexandre Collart atua há mais de 30 anos no mercado de educação corporativa, e-learning e comunicação digital, sendo reconhecido por sua experiência na criação, gestão e implementação de projetos de aprendizagem para empresas de diferentes segmentos e portes, com foco em desenvolvimento de pessoas, disseminação do conhecimento e soluções educacionais alinhadas às necessidades do negócio.

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