Durante a pandemia, muitas empresas precisaram acelerar sua entrada no universo do treinamento on-line. O e-learning, que já vinha crescendo no mercado corporativo, ganhou ainda mais espaço por conta do isolamento social e da necessidade de manter equipes treinadas remotamente.
Mas aquele período também deixou evidente uma confusão comum: tratar ensino remoto como se fosse e-learning.
Em muitos casos, o que aconteceu foi apenas a migração do treinamento presencial para plataformas de videoconferência, mantendo praticamente o mesmo modelo:
• horário fixo
• exposição do instrutor
• pouca adaptação pedagógica
• baixa interatividade
E vale dizer: treinamentos ao vivo não são necessariamente um problema. Em muitos contextos, funcionam muito bem.
O ponto é que e-learning vai além disso.
Uma das principais vantagens do ensino on-line sempre foi a flexibilidade. Cada pessoa possui um ritmo diferente de aprendizagem, horários de maior concentração e necessidades específicas de aprofundamento.
Além disso, projetos de e-learning envolvem muito mais do que simplesmente “subir conteúdo” em uma plataforma. Existe toda uma construção pedagógica e tecnológica por trás:
• desenho instrucional
• experiência de aprendizagem
• interatividade
• gamificação
• microlearning
• trilhas de aprendizagem
• materiais complementares
• acompanhamento de resultados
Talvez uma das maiores lições daquele período tenha sido justamente essa: ensino remoto e e-learning não são a mesma coisa — embora possam coexistir dentro de uma estratégia de aprendizagem muito mais eficiente.
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