e-Learning no Brasil – Expectativa X Realidade

Geralmente, em reuniões de levantamento de briefing para propostas, os clientes dizem:

“Queremos uma solução inovadora. Nada daquele e-learning ultrapassado, com carinha de PowerPoint.”

De volta ao escritório, passando o briefing para a equipe, começam as ideias: storytelling com gamificação, vídeo com tomada de decisão… Soluções incríveis surgiam! Depois de ajustar escopo, custo e prazo, apresentávamos a proposta.

A reação?
“Perfeito! É exatamente o que queríamos! Mas…”

Esse “mas” quase sempre vinha com um corte brusco de verba ou um prazo reduzido (ou os dois). E, então, puxávamos a criatividade ao máximo para tentar uma entrega diferenciada, dentro daquela margem de custo ou prazo, mas nem sempre a entrega encantava o cliente.

Obviamente, aqui não é uma crítica aos clientes, mas sim ao cenário de mercado. Já participei de projetos com total liberdade criativa, mas orçamentos baixos tornavam inviável executar ideias inovadoras. Poucos são os clientes hoje que podem investir de fato em soluções diferenciadas.

Lembro de uma visita guiada que fiz à Universidade do Hambúrguer do McDonald’s. Quando o assunto “crise” surgiu, o guia disse algo marcante:

“É justamente na crise que mais investimos em treinamento. Time bem treinado = atendimento de qualidade = fidelização dos clientes. Isso faz toda a diferença para nós!”

No Brasil, infelizmente, a lógica é inversa. Em tempos difíceis, o treinamento é um dos primeiros a sofrer cortes. Com pouco investimento, a inovação fica comprometida. E os fornecedores, para manterem a competitividade, acabam reduzindo a qualidade junto com o preço. Não é uma reclamação, mas uma leitura de mercado.

O lado positivo é que essa realidade não afeta apenas a uma ou outra empresa, mas a todos os produtores de e-learning. Justamente por isso, o cenário nos força a sermos mais criativos com poucos recursos, como forma de buscar diferenciação no mercado.

O desafio é o mesmo para todos, a diferença está em como cada um responde a ele.

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Alexandre Collart

Atuou em projetos para clientes como White Martins, SulAmerica, Autotrac, TV Globo, Petrobras BR, Bob’s, Mongeral Aegon, Módulo Security, Universidade Candido Mendes, Telelistas, Brasil Brokers, Prudential, Wilson’s Sons, Souza Cruz, Honda Motos, Icatu Seguros, Furnas, TIM, Laboratórios Abbott, Sebrae/RJ, Fiocruz, Claro, entre outras. Aprendendo a cada projeto entregue, a cada metodologia utilizada e a cada acompanhamento com os clientes, resultando nos textos para este Blog.

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