Quando uma demanda de treinamento chega para uma área de Educação Corporativa, existe uma tendência natural de pensar logo na solução: vamos criar um curso on-line, gravar um vídeo, desenvolver um jogo?
Mas talvez exista uma pergunta anterior e mais importante: quanto de solução realmente precisamos para resolver aquele problema?
Nem todo conteúdo precisa virar um curso completo. E essa não é apenas uma discussão pedagógica. É também uma questão de eficiência, prazo, investimento e manutenção.
Imagine um conteúdo cujo principal objetivo seja apresentar um processo, organizar um fluxo, comparar informações ou servir como referência para uma consulta posterior.
Podemos transformá-lo em um curso com diversas telas, locução, interações e avaliações.
Mas será que precisamos?
Em determinados casos, um infográfico bem estruturado pode cumprir melhor esse papel, com menor esforço de produção e, principalmente, oferecendo ao colaborador algo que ele poderá consultar novamente quando precisar daquela informação.
Isso não significa defender o infográfico como solução.
Significa defender a escolha da mídia a partir do problema.
Um bom infográfico exige seleção, síntese e hierarquia da informação. Pode funcionar muito bem para processos, fluxos, comparações, cronologias, relações entre conceitos ou conteúdos que precisam permanecer disponíveis como apoio ao trabalho.
Em outros casos, será insuficiente.
Se o objetivo exige prática, aprofundamento, demonstração, interação ou construção progressiva de conhecimento, provavelmente precisaremos de outras soluções — ou de uma combinação delas.
E é justamente aí que entra uma decisão que considero estratégica na Educação Corporativa.
Produzir mais não significa necessariamente ensinar melhor.
Cada minuto de vídeo, cada interação, cada tela e cada recurso desenvolvido têm custo, prazo de produção e necessidade futura de atualização.
Por isso, antes de perguntar qual mídia vamos produzir, talvez seja mais importante entender qual problema precisamos resolver, o que aquela pessoa precisa fazer depois da aprendizagem e qual é a solução suficiente para alcançar esse resultado.
Às vezes será um programa completo.
Às vezes será um curso.
Às vezes será um vídeo.
E, sim, às vezes um bom infográfico será suficiente.
A maturidade de uma operação de Educação Corporativa também está em saber diferenciar essas situações.
Infográfico no e-learning: escolher a mídia certa também é uma decisão estratégica
Alexandre Collart
Alexandre Collart atua há mais de 30 anos no mercado de educação corporativa, e-learning e comunicação digital, sendo reconhecido por sua experiência na criação, gestão e implementação de projetos de aprendizagem para empresas de diferentes segmentos e portes, com foco em desenvolvimento de pessoas, disseminação do conhecimento e soluções educacionais alinhadas às necessidades do negócio.
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