Há alguns anos, recebemos um desafio curioso: treinar caminhoneiros no uso do computador de bordo instalado em seus caminhões. O detalhe? Parte deles era de analfabetos funcionais e tinham grandes dificuldades com tecnologia.
O cliente era uma empresa de rastreamento de caminhões, que monitora velocidade, portas, trajeto via satélite, além de vários outros sensores. O motorista precisava informar à central cada movimento: parada para almoço, descanso, mudança de rota etc. Se isso não acontecesse, qualquer alteração inesperada (como um salto repentino de velocidade) poderia ser interpretada como roubo.
Como engajar e ensinar milhares de caminhoneiros nesse contexto?
A resposta foi o storytelling.
Criamos dois personagens para conduzir o curso on-line animado:
· Zé Estradeiro, que usava corretamente o computador de bordo e seguia viagem tranquilo.
· Mané Presepeiro, que ignorava os comandos e acabava sempre em apuros com a polícia rodoviária.
Com humor, situações reais e linguagem simples, o curso se tornou acessível. Além disso, instalamos o treinamento em computadores nos Pontos de Parada e Descanso (PPDs), com apoio de colaboradores para tirar dúvidas de acesso ao curso.
O resultado foi a drástica redução das falsas ocorrências e dos custos indiretos. Para nós, foi um projeto bastante gratificante e que se tornou um verdadeiro case de sucesso (tanto que o cliente contratou um segundo curso, desta vez voltado para a visão do operador, responsável por acompanhar na central os movimentos dos caminhões). Esse exemplo mostra que o storytelling pode (e deve) ser aplicado a qualquer público, principalmente aos mais desafiadores.

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